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A arte de decidir e sustentar

Por Renata Alves

Renata
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Publicado em 15 de agosto de 2026 Atualizado em 15 de agosto de 2026
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Durante toda a nossa vida, diariamente estamos decidindo algo.

Resolveu emagrecer? Então decidiu comer melhor e reduzir calorias.

Escolheu trocar de emprego? Portanto, precisa enviar currículos a novas oportunidades.

Enxergou que o seu atual relacionamento não está sendo bom ou saudável? É hora de estar sozinha.

Penso que nossas escolhas não estão na praticidade de decidir, e sim na capacidade de sustentar o que decidimos.

E a base disso está diretamente ligada a algo mais complexo.

Sócrates nos lembra disso com a célebre frase: “Conhece a ti mesmo.”

Precisamos saber realmente quem somos, o que queremos viver e onde queremos chegar.

Porque, quando isso acontece, passamos a refletir sobre nossas escolhas. E, acima de tudo, não vamos nos desviar do trajeto.

Perceba que, quando temos clareza dessas questões, sustentar nossas escolhas se torna mais “fácil”.

Eu, Renata, sou aluna do Curso Online Filosofia 360º, do Prof. Dr. Mateus Salvadori. E, desde que comecei essa jornada, há quase um ano, eu já sabia o motivo.

Entrei porque sempre fui do contra a manada. Sempre questionei, sempre me inquietei com questões que a filosofia me ajuda a compreender. Quer dizer, às vezes tranquiliza, mas não responde.

Porque, se tem algo que aprendi, é que nem tudo — ou quase tudo — tem resposta.

Mas voltemos ao tema deste texto.

Tenho um post-it pregado em frente ao meu computador, onde diariamente leio a seguinte equação:

Intenção + Ação + Constância + Desapego.

Intenção: aprofundar meus conhecimentos filosóficos.

Ação: comprar o curso.

Constância: estudar diariamente.

Desapego: será que vou passar no mestrado? Quando vai abrir? Onde?

Todos os dias eu decido continuar.

Tem dias em que estou cansada, desanimada e até de saco cheio.

Mas decido seguir, não porque sou incrível, mas porque sei onde quero chegar.

Tenho clareza do meu objetivo e, muitas vezes, preciso dizer não a tudo aquilo que pode, de alguma forma, tirar o meu foco.

Por isso, leitores invisíveis, analisem suas vidas.

Vejam onde querem chegar, com quem e para onde.

Somos seres finitos e precisamos nos lembrar disso para que não vivamos de forma medíocre.

Talvez seja justamente essa consciência da nossa finitude que torne nossas escolhas tão importantes.

No fim, decidir é apenas o começo.

A verdadeira dificuldade está em sustentar aquilo que, depois de nos conhecermos um pouco melhor, escolhemos viver.

E talvez seja esse o exercício de uma vida examinada: olhar para si, escolher com consciência e ter coragem para permanecer fiel ao caminho escolhido.

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